História do Bairro de Vila Nova Cachoeirinha 

pesquisa histórica  por Walter Herman  jornalista

A região da Cachoeirinha tem sua data de aniversário oficial no dia 5 de agosto de 1933 – a mesma da fundação da Associação Nipo Brasileira, a primeira organização popular local e que foi criada por antigos donos de chácaras, de origem nipônica, com o objetivo de organizar e unir a população local e preservar a sua cultura.

A Cachoeirinha

A história de um bairro revela aspectos interessantes e elucidativos que explicam a atualidade. O nome da Cachoeirinha, por exemplo, deve-se ao fato de ter existido uma cachoeira que foi soterrada para dar passagem à avenida Inajar de Souza, e que servia como área de lazer e de piquenique para os moradores.

Riacho

Moradores antigos consultados lembraram que existia, onde é hoje o Largo do Japonês, um riacho que desembocava mais à frente, onde hoje passa a avenida Inajar de Souza (córrego Cabuçu). "Perto da Maternidade existiam lagos e a Cachoeirinha, que atraía muita gente nos finais de semana".

Primeiro loteamento

O primeiro loteamento da Cachoeirinha teve início em junho de 1941. Um dos primeiros terrenos vendidos foi o da esquina das hoje denominadas avenidas Deputado Emílio Carlos e Imirim, mas já havia por ali um núcleo de moradores, arrendatários e trabalhadores das chácaras, que plantavam batatas e hortaliças.


A existência da Cachoeirinha


A cachoeira existiu,o local está correto o Rio Cabuçu Baixo, onde a Avenida Inajar de Souza se aproxima-se da Deputado Emílio Carlos, no qual se localiza o a Maternidade e Hospital Geral de Vila Nova Cachoeirinha,local que termina o Distrito do Limão e inicia o de Vila Nova Cachoeirinha,na margem esquerda do rio o Distrito de N.S.do Ó (Jardim Cachoeirinha). Foi na administração do então prefeito Paulo Maluf que construiram a avenida Inajar, destruindo a cachoeira, a cidade de São Paulo deve pesquisar o historico de sua região, moradores antigo devem ter fotos da cachoeira, a colonia japonesa por exemplo que mantinham ao longo do rio cinturão verde(hortas) e a propria Prefeitura. Nasci próximo da região meus avós adquiriram terreno na AV.Dep.Emilio Carlos,2724(antiga Estrada do Mandí), somos da família Rosa e continuamos morando no Bairro, assim como várias famílias que podem afirmar a existência da cachoeirinha. Profº de História João Baptista Rosa

Comércio e serviços

Classes Sociais[1]

 

Classe A

 

 

1%

Classe B

 

 

26%

Classe C

 

 

63%

Classe D

 

 

9%

Classe E

 

 

1%

Por volta de 1944 nasceu no Largo do Japonês a primeira casa comercial do bairro, e pertencente á família de imigrantes Sushiyama. Outra antiga "venda", como eram conhecidos os mercadinhos daquela época, foi a de Shigheioshi Otiai, no largo da Parada (onde funcionou o Supermercado Otiai).Próximo ao Largo do Japonês. o bairro viu surgir também a primeira loja da rede Marabraz, da família Fares. A esta mesma família, pertence também a Clínica Fares. Na mesma região estão presentes ainda, lojas de grandes redes, como Casas Bahia, Ponto Frio, Magazine Luiza e Besni e lanchonetes das redes McDonald's e Habib's. Indo em direção ao Horto Florestal há ainda o Hipermercado Andorinha, que recentemente inaugurou seu Shopping Center. Acompanhando toda movimentação do comércio local, o bairro é servido por cerca de dez agências bancárias.

Na saúde pública, a região é atendida pelo Hospital Geral de Vila Nova Cachoeirinha e pelo Hospital Municipal Maternidade Escola. Fundado em 1972, o Hospital Maternidade-Escola de Vila Nova Cachoeirinha é considerado referência nacional no atendimento à Saúde da Mulher, da Gestante e do Recém Nascido de Alto Risco, atendendo uma média de 3.700 pacientes por mês.

Nipônicos

A região da Cachoeirinha tem forte ligação com a colônia japonesa, ali presente bem antes de o bairro ser loteado. Só a Associação Cultura Esportiva Nipo Brasileira, sediada na Avenida Penha brasil, tem 67 anos de atividades. Foi fundada em 1933, pelas famílias Otiai, Fujihara, Okuyama, Tabusi, Oshimoto, Omae, Tanaka, Yoshita, Kodato, Sato, Ishimoto e Fumura. O primeiro presidente foi Kishi Sodato, tendo como vice Okuyama Shogoro.

Há 13 anos foi reunido no Clube Nipo-Brasileiro pelo editor deste jornal, Célio Pires, seis filhos dos imigrantes japoneses pioneiros. Noriyochi Fukuiya, Sozi Omae, Tyoki Yara, Takeyoshi Yamashita, Nelson Otiai e Schigueyoshi Yamashita. Eles lembraram o tempo de criança, quando a Vila Nova Cachoeirinha "era só mato" e eles tinham que ir a pé até o bairro do Limão para estudar.

"Eram mais de cinco quilômetros para ir e outro tanto para voltar, todos os dias, e a gente tinha a idade de oito anos, não havia outra opção", lembrou Kozi Omae.

Durante a época da Segunda Guerra Mundial, os pequenos japoneses eram perseguidos e xingados por outras crianças no caminho, enfrentando a ignorância e o preconceito existente então contra "japoneses". Tyoki Yara disse que agora a situação é outra, "é reconhecido o valor dos japoneses e essa é a nossa pátria, não tem outra".

Todos eles fizeram questão de destacar as dificuldades sofridas por suas famílias nos primeiros anos de Brasil e a obstinação dos imigrantes pelo trabalho e pela ordem. A força de vontade foi tão grande, disse Tyoki Yara, "que não existia nenhum analfabeto entre os filhos dos imigrantes, apesar de termos que andar mais de 10 quilômetros diários para irmos á escola".

Noriyochi Fukuiya, que na época era presidente da Associação Nipo-Brasiliera, disse que o clube levava adiante as propostas iniciais dos fundadores e antecessores: a preservação da cultura tradicional japonesa, através de atividades culturais e esportivas, como ensino do idioma japonês, formação de equipes de vôlei, futebol de salão, tênis de mesa e judô.

A associação foi fundada em 1933 e a nova sede tem dois andares, com 530 m² de área construída; foi inaugurada em 1985, durante a gestão de Kozi Omae, filho de Gunzaburo Omae, um dos fundadores.

O fundador do jornal oficial do bairro FOLHA DA CACHOEIRINHA foi idealizado pelo jornalista Walter Herman administrador de empresas, consultor de negócios e trouxe empresas na região e incentiva vários negócios na região para desenvolvimento de empregos e surgimento de empreendimentos novos no bairro e com a divulgação de um veículo de comunicação como elo de ligação entre os leitores / moradores com o comércio local. Anunciar no jornal local é onde vira destaque na impressa regional onde os lojistas e moradores aparecem para serem lembrados que eles estão ai pertinho de suas residências não precisando sair do bairro para comprar em outros locais gerando empregos para os nossos jovens.   

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